terça-feira, 31 de julho de 2012

Série B: Briga no Paraná marca o início da 14ª rodada

LANCEPRESS!
Publicada em 31/07/2012 às 22:05
Belo Horizonte (MG)

Uma confusão no Paraná marcou a abertura da 14ª rodada da Segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Pouco antes do jogo entre Paraná e Avaí, na Vila Capanema, os torcedores dos times se enfrentaram no entorno do estádio e um torcedor do time catarinense e um policial ficaram feridos. Os policiais foram obrigados a atirar com armas com balas de borracha para dispersar a confusão. No campo, os times ficaram no 1x1.

Diego Acosta abriu o placar para o Avaí e Nilson empatou de cabeça, aos 30 do segundo tempo. Com o placar, o Paranpa chegou aos 22 pontos e permanece na oitava posição. Já o Avaí, foi aos 18 pontos e está na nona posição, tendo ultrapassado provisoriamente o Atlético-PR.

LÍDER CRICIÚMA SEGUE IMPOSSÍVEL

O Criciúma manteve-se na liderança da competição ao vencer o Guarani, em casa, por 2x1. Lucca abriu o placar para o Tigre, Schwenck empatou e Ezequiel fez o gol da vitória, aos seis do segundo tempo. O Brugre fica na 15ª posição, com 15 pontos.

AMÉRICA-MG DERROTADO EM CASA

O América perdeu a primeira partida em casa nesta competição. O Coelho foi derrotado pelo Joinville, por 2x0. Lima abriu o placar aos 18 do segundo tempo e Jean Carlos matou o jogo aos 48 da etapa final.

O América começou melhor a partida, com Rodrigo Pimpão criando as principais chances do time. Gilberto acertou um belo chute no travessão e Boiadeiro finalizou de canhota, mas a bola passou raspando a trave do goleiro Ivan. Tudo isso com menos de 20 minutos.

Mas na segunda etapa, o Joinville voltou um pouco melhor, mas ainda assim era ameaçado. Ivan seguia se virando do jeito que tava, até que aos 18, Marcinho fez ótima jogada e rolou para Lima, que perdeu um gol inacreditável. Menos de um minuto depois, uma jogada bem parecida marcou o gol inaugural do jogo: Marcinho passou pelo goleiro e tocou para o meio. Lima chegou chutando de primeira para fazer 1x0.

O América não encontrava forças para empatar, e aos 48, em contra-ataque puxado por Marcinho, o Joinville matou o jogo. O 'cara' do jogo fez ótima jogada e rolou para Jean Carlos, que também chutou de primeira e fechou o caixão americano.

Com o resultado, o América permanece na 3ª colocação, com 26 pontos, enquanto que o Joinville pula da 7ª pra 6ª posição, indo para os 24 pontos.

CONFIRA OS RESULTADOS DOS JOGOS DAS 19H30 DA SÉRIE B

Goias 1x1 ABC - Serra Dourada

Criciúma 2x1 Guarani - Heriberto Hülse

América-MG 0x2 Joinville - Independência

Ceará 1x1 Boa - Presidente Vargas

Paraná 1x1 Avaí - Vila Capanema



Volante Marcinho Guerreiro deixa o Avaí e acerta com o CRB de Alagoas

Marcinho Guerreiro, Avaí (Foto: Divulgação / Site oficial)Marcinho Guerreiro, Avaí (Foto: Divulgação / Site oficial)

O CRB de Alagoas anunciou a contratação de Marcinho Guerreiro. O volante, de 31 anos, estava no elenco do Avaí na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, mas não estava sendo utilizado pelo técnico Hemerson Maria. Segundo informações do presidente do clube alagoano, Ednilton Lins, o jogador chega em Maceió nesta quarta-feira e já deve ser apresentado no clube regatianio, onde chega por empréstimo até o final de 2012

— Dependendo da avaliação médica, ele deve ficar a disposição do treinador para a partida contra o Barueri, na sexta, e fica até o final da Série B do Brasileiro — disse o presidente do CRB.

O atleta jogou sua última partida com a camisa do Leão da Ilha de Santa Catarina no dia 30 de junho, diante do Vitória, em Salvador. Nesta última aparição, Marcinho Guerreiro foi expulso e o time avaiano foi derrotado por 2 a 0. Apesar de ser pouco utilizado pelo time catarinense, Guerreiro chega para jogar no CRB. Segundo Ednilton Lins, o nome dele foi um pedido do técnico Roberto Fonseca.

—  Não sei se ele chega para ser titular. Temos um elenco com 36 jogadores, mas Marcinho foi um pedido do treinador e após a apresentação e devidas avaliações, ele deve ser colocado à disposição — finalizou.

Marcinho foi relacionado em seis partidas na Série B do Campeonato Brasileiro pelo Avaí e atuou em cinco, sendo apenas duas vezes como titular. Além da último jogo na partida contra o Vitória, ele começou entre os 11 diante do América-RN, na terceira rodada, em Natal. O Avaí também saiu derrota deste confronto.



Náutico descarta contratar Marcelinho Paraíba e Cléber Santana

Náutico x Sport (Foto: Aldo Carneiro)Marcelinho PB defendeu o Sport contra o Náutico
este ano (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

A diretoria do Náutico está trabalhando para contratar até seis atletas para ajudar o Náutico na disputa da Série A. A novidade que surgiu no Timbu esta semana foi o nome do meio-campo Marcelinho Paraíba, que já passou pelo Sport e atualmente defende o Grêmio Barueri. De acordo com o gerente de futebol Carlos Kila, o clube ofereceu o jogador ao Náutico, mas os valores (não revelados) não estão dentro do orçamento do Alvirrubro.

- Eles nos ofereceram o jogador (Marcelinho Paraíba), mas nós não estamos interessados nele porque não temos o dinheiro. Ainda estamos trabalhando para buscar até seis novos atletas (dois volantes, dois meio-campistas, zagueiro e atacante). Não temos nada acertado porque o mercado está complicado - explicou Kila.

Especulou-se ainda que o meio-campo Cléber Santana, atualmente defendendo o Avaí, também esteja na mira do Náutico, mas Carlos Kila também negou a negociação com o jogador.

- Não existe negociação com Cléber, até porque eu não conheço o jogador. É como eu falei, temos um time muito enxuto e precisamos de mais jogadores. Nossa meta é trazer até seis atletas e fechar o grupo para a temporada. Estamos procurando, mas ainda não temos novidades - pontuou o diretor de futebol.

Cleber Santana, Avaí (Foto: Savio Hermano)Dirigente do Náutico também descarta Cleber Santana (Foto: Savio Hermano)


 



Contando com o 'fator casa', Paraná Clube recebe o motivado Avaí

Paraná Clube e Avaí estão próximos na tabela de classificação da Série B do Brasileirão, mas podem ficar em situações opostas dependendo do resultado do duelo desta terça, às 19h30m (de Brasília), na Vila Capanema. Se vencer, o Tricolor  - que ocupa o oitavo lugar, com 21 pontos - pode ficar a um do G-4 e manter as esperanças de terminar o primeiro turno dentro da zona de acesso. Perdendo, pode ver o grupo que almeja a elite ficar mais longe. A oito pontos do quarto colocado, o Leão catarinense, com um tropeço, fica muito distante da meta de voltar à Série A. Empate é ruim para ambos.

A vantagem do Paraná fica por conta do fator casa. O time vem de cinco vitórias na Vila Capanema e espera contar com a força da torcida para manter o embalo. Com altos e baixos, o time de Ricardinho quer deixar a má pontaria de lado e, enfim, manter a regularidade do futebol apresentado dentro de campo.

O Avaí vem motivado para a disputa. Depois de encerrar jejum de vitórias da forma mais dramática possível, com gol aos 49 minutos do segundo tempo contra o Bragantino (1 a 0), o Leão da Ilha ganhou um novo ânimo e retirou um peso dos ombros do técnico Hemerson Maria. De olho em mais um triunfo, o treinador espera corrigir os erros cometidos contra o Bragantino e espera um melhor aproveitamento contra o Paraná.

Montagem Ricardinho e Hemerson Maria (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Paraná de Ricardinho recebe o Avaí de Hemerson Maia (Foto: Editoria de arte/Globoesporte.com)

O árbitro Cleber Vaz da Silva apita o jogo. Ele terá o auxílio de Evandro Gomes Ferreira e Edson Antonio de Sousa. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos. O jogo terá transmissão do canal SporTV2 para todo o Brasil, menos para o estado do Paraná, que pode acompanhar pelo PFC em sistema de pay-per-view.
 

header as escalações 2

Paraná: o técnico Ricardinho não confirmou a equipe que entra em campo contra o Avaí. Contudo, o treinador pode repetir a escalação da última rodada, já que não tem nenhum jogador suspenso. A provável escalação do Paraná tem Luís Carlos; Paulo Henrique, Anderson, Alex Alves e Fernandinho; Zé Luís, Cambará, Welington e Lucio Flavio; Arthur e Wendel.

Avaí: nos dois treinos que realizou com o grupo, o técnico Hemerson Maria não fez mistérios sobre a escalação da equipe. O treinador confirmou o mesmo time que venceu o Bragantino, na Ressacada. Com isso, o Avaí tem Diego; Arlan, Renato Santos, Leandro Silva e Julinho; Diogo Orlando, Rodrigo Thiesen, Jefferson Maranhão e Cleber Santana; Laércio e Diogo Acosta


quem esta fora (Foto: arte esporte)

Paraná: Hugo, Alex Bruno e Bruninho seguem no departamento médico tricolor.

Avaí: por ato de indisciplina, o volante Bruno não foi relacionado para a partida. Mika, segue a recuperação de uma lesão na coxa direita e deve retornar em até três semanas.

header fique de olho 2

Paraná: na atual temporada, o goleiro Luis Carlos vem sendo titular absoluto da camisa 1 paranista e um dos responsavéis por manter a regularidade do time. O goleiro mantém uma série de bons jogos e se destacou na vitória contra Ceará e América-RN pelas defesas que garantiram os resultados contra os rivais.

Avaí: um dos principais jogadores do elenco do Avaí, Cleber Santana tem a responsabilidade de fazer a transição do time ao ataque.Confirmado para a partida, o jogador pode fazer a diferença no meio de campo do Avaí.

header o que eles disseram

Fernandinho, lateral do Paraná: "Sabemos da dificuldade que é. Todo mundo fala que o Avaí está atrás, mas o Avaí vem motivado por um gol que fez no final da partida. Nós temos que tomar cuidado e estar preparado. Independente disso temos consciência que vamos jogar dentro de casa e jogando dentro de casa tem que prevalecer a força do Paraná".

Hemerson Maia, técnico do Avaí: " Procuramos melhorar as finalizações, pois foram várias que criamos e a nossa última bola está muito ruim. Então se voltar a acontecer isso vamos ter dificuldades para vencer os jogos. Por isso que trabalhei com ênfase nas finalizações e também o posicionamento no ataque".

header números e curiosidades

* Paraná e Avaí se enfrentaram ao todo apenas sete vezes, incluindo quatro jogos amistosos. O Avaí leva a melhor na disputa, a equipe venceu três vezes, contra duas do rival. Foram dois empates.

* O Paraná vem de uma sequência de cinco vitórias dentro da Vila Capanema. Já o Avaí venceu apenas uma partida fora de Santa Catarina, na quinta rodada contra o Ipatinga, por 1 a 0.

header último confronto v2

As duas equipes se enfrentaram pela última vez no dia 22 de agosto de 2008, ano em que o Avaí subiu à elite do futebol brasileiro, em partida válida pela primeira rodada do returno da Série B do Brasileirão. Jogando na Ressacada, o Avaí não tomou conhecimento do Paraná e venceu por 3 a 1, com direito a gol de goleiro.

Aos 12 minutos do primeiro tempo, o goleiro Eduardo Martini deu um chutão da sua área e acabou encobrindo Mauro, arqueiro paranista. Marquinhos e Evando anotaram ara o Avaí e Cristian fez o gol Tricolor.
 



CBF diz não e volante Tinga não pode se transferir para o Avaí para a Série B

Tinga atou em apenas cinco partidas no Vovô (Foto: Divulgação / CearaSC.com)Tinga tem mais de seis jogos como relacionado
(Foto: Divulgação / CearaSC.com)

Reforço pretendido pelo Avaí, o volante Tinga não poderá atuar pela equipe catarinense na Série B do Campeonato Brasileiro. O clube teve respondido a consulta à CBF sobre a possibilidade do jogador, que fez mais de seis partidas pelo Ceará na competição, ser contratado pelo Leão da Ilha de Santa Catarina.

O time catarinense tentava contar com o jogador com base no artigo 46 do Regulamento Geral das Competições, que prevê que não seriam contabilizadas partidas em que o atleta fica á disposição no banco de reservas durante um jogo, mas não entra em campo. No entanto, a CBF deu resposta negativa.
 

— A entidade que rege o futebol nacional informou que seria uma operação improcedente, haja vista as mais de seis partidas do jogador pelo Ceará. Apesar do Regulamento Geral das Competições abrir uma brecha, a CBF seguiu a orientação da Fifa — explicou o diretor jurídico do Avaí, Sandro Barreto.

Além disso, segundo o diretor avaiano, a CBF alega que Tinga não poderia atuar por uma terceria equipe no mesmo ano.

— Ele também foi reserva em jogos do Palmeiras pela Copa do Brasil neste ano. Não é permitido que um jogador atue por três clubes numa mesma temporada — completou Sandro Barreto, em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM/SC.

Na semana passado, o jogador chegou a se despedir do Ceará. Tinga não vinha sendo aproveitado pelo técnico PC Gusmão.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Teve isso! Clube sem torcida, árbitro zagueirão e time com 12 em campo

Além de gols, dribles e jogadas bem tramadas, a rodada do fim de semana no futebol brasileiro apresentou alguns fatos curiosos e até mesmo inusitados de Norte a Sul do país que chamaram a atenção.

Jogo prossegue após o fim

No jogo Coritiba x Palmeiras, o atacante Roberto recebeu passe de Leonardo aos 44 minutos do segundo tempo. Livre de marcação e em posição legal de acordo com o assistente, ele avançou em direção ao gol, driblou o goleiro Marcelo Grohe e chutou para fora. No entanto, mesmo que a bola tivesse entrado, o gol não ia valer, pois o árbitro André Luis de Freitas já tinha apitado o fim do jogo, para indignação dos jogadores do Coritiba. Menos mal que o Coxa venceu a partida por 2 a 1. (clique aqui para saber mais)

Sem torcida

Na partida ABC x Guaratinguetá, o que chamou a atenção não foi a vitória de 3 a 0 do time potiguar, mas sim a presença da torcida do Guaratinguetá, ou melhor, a ausência dela. No espaço destinado para os fãs da equipe paulista só eram vistos policiais, que, pelo jeito, não tiveram trabalho algum. Na décima oitava colocação, com apenas nove pontos, nem a torcida do Guaratinguetá parece acreditar numa reação do clube na competição. (clique aqui para saber mais)

Frame, Torcida Guaratingueta (Foto: Reprodução)Espaço destinado à torcida do Guaratingueta sem nenhum torcedor no jogo contra o ABC (Foto: Reprodução)

Juiz zagueirão

No primeiro tempo da partida entre Vasco e Inter, no Beira-Rio, o atacante Marcos Aurélio tentava levar o Colorado ao ataque. Sua intenção era dar um passe para Guiñazu. Ele só não esperava que o próprio árbitro Wilson Luis Seneme fosse dar uma de zagueiro. Quem agradeceu foi o Vasco, que ficou com a posse de bola. Sem ter o que fazer, o juiz foi obrigado a ouvir aquela sonora vaia da torcida do Inter. A sorte dele é que a jogada do time carioca acabou não resultando em gol. (clique aqui para saber mais)

Classificação inédita

Na Segunda Divisão do Estadual do Rio, Quissamã e Audax terminaram a competição em primeiro e segundo lugares, respectivamente, e vão participar pela primeira vez da elite do futebol carioca em 2013. Na última rodada, o Quissamã venceu o Barra Mansa por 2 a 0 e se sagrou campeão somando 46 pontos, enquanto o Audax goleou fora de casa o São João da Barra por 4 a 1 e chegou aos 44 pontos. (clique aqui para saber mais)

Bruno Reis, Quissama (Foto: Divulgação)Bruno Reis comemora o seu gol na vitória do Quissamã sobre o Barra Mansa por 2 a 0 (Foto: Divulgação)

Festa sem vitória

A diretoria do Vila Nova-GO fez a sua parte e diminuiu o preço do ingresso. O resultado é que mais de 11 mil torcedores compareceram sábado ao Estádio Serra Dourada para incentivar o time na partida contra o Tupi-MG pela Série C do Brasileiro. O jogo também marcava as comemorações pelos 69 anos do clube goiano. O empate por 0 a 0 pode não ter sido um presente de grego, mas deixou um agosto amargo entre os torcedores, ainda mais se levarmos em conta que Pedro Júnior desperdiçou um pênalti na segunda etapa. (clique aqui para saber mais)

Camisa de presente

A missão era difícil, mas o lateral Auremir, do Vasco, conseguiu neutralizar o atacante Forlán, que fazia a sua estreia no Inter, anulando as suas principais jogadas. Ao fim do primeiro tempo, ele pediu a camisa do jogador uruguaio e foi prontamente atendido. Iniciante na carreira, o jovem afirma que receber uma camisa do melhor jogador da Copa do Mundo de 2010 é um troféu. Agora, a intenção de Auremir é conseguir uma camisa de seu companheiro de time, Juninho Pernambucano. Tarefa esta que não deverá ser tão complicada. (clique aqui para saber mais)

Auremir Vasdco camisa Forlán (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)Auremir com a camisa que recebeu de Forlán no jogo contra o Inter (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)

Vitória, emoção e lágrimas

Na partida contra o CRB, no Barradão, que pode ter marcado a sua despedida do Vitória-BA, o atacante Neto Baiano fez o gol que garantiu mais três pontos para a equipe baiana. Bastante emocionado e com lágrimas nos olhos, o jogador agradeceu após o jogo e enalteceu o que viveu na Toca do Leão. O destino do atacante deverá ser o Kashiwa Reysol, do Japão. Totalmente identificado com o clube e seus torcedores, ele manifestou a vontade de voltar a defender o Vitória no futuro. (clique aqui para saber mais)

Chega pra lá

Após o zagueiro Dedé, do Vasco, ter recebido cartão amarelo na partida contra o Inter, o meia Felipe se aproximou do árbitro Wilson Luis Seneme para argumentar em defesa do seu companheiro de time. Para sua surpresa, o juiz colocou a mão no seu peito e deu um autêntico chega pra lá. Felipe, então, tirou a mão do árbitro, e o jogo seguiu normalmente. Definitivamente, Seneme não estava para muito papo nesta partida. Podemos dizer que Felipe ainda saiu no lucro, pois não foi advertido com cartão. (clique aqui para saber mais)

Dividida dolorosa

Na partida entre Sport e Atlético-GO, realizada na Ilha do Retiro, uma dividida dolorosa chamou a atenção de quem acompanhava a partida. O zagueiro Bruno Aguiar, do Sport, caiu no gramado com o nariz sangrando após cabecear a nuca do jogador Patric, da equipe goiana, numa disputa de bola pelo alto. Felizmente, nada de mais grave aconteceu, mas o atleta acabou sendo substituído por Diego Ivo ainda no primeiro tempo. O jogo terminou empatado, resultado que não foi bom para nenhuma das duas equipes. (clique aqui para saber mais)

Trombando com o próprio companheiro

No duelo entre Bahia e Corinthians, ocorreu uma dividida no mínimo inusitada. Aos 18 minutos do primeiro tempo, o time baiano partia para o ataque quando Hélder e Ávine, ambos do Bahia, se chocaramm e ficaram caídos no gramado do Estádio Pituaçu pedindo atendimento médico. O árbitro Pablo dos Santos Alves interrompeu o jogo para que os jogadores fossem atendidos. Após alguns minutos de paralisação, os dois jogadores voltaram normalmente para a partida, que terminou empatada por 0 a 0. (clique aqui para saber mais)

Volta do ídolo

Além da vitória sobre o Flamengo por 4 a 1, no Morumbi, a torcida do São Paulo pôde comemorar também o retorno do seu goleiro titular e ídolo Rogério Ceni. Antes da partida começar, ele foi ovacionado pelos torcedores que estavam no Estádio do Morumbi e pediu aplausos para o goleiro Denis, que o substituiu durante os sete meses em que ficou afastado por causa de uma lesão no ombro direito. Este foi o período mais longo que Rogério ficou longe dos gramados na sua carreira. (clique aqui para saber mais)

Hino para, mas torcida continua cantando

Na partida entre Bahia e Corinthians, os torcedores que estavam no Estádio de Pituaçu deram mais uma verdadeira demonstração de respeito e amor à pátria. Assim como já aconteceu em outros jogos, num certo momento da execução do Hino Nacional Brasileiro, antes do início da partida, a música parou de tocar, mas os torcedores continuaram cantando normalmente até o fim. Uma cena realmente de arrepiar. O que não é nenhuma surpresa para um povo tão fanático por futebol e apaixonado por sua terra como o baiano. (clique aqui para saber mais)

Jogador é punido após ser substituído e voltar a campo

Uma situação atípica ocorreu no Morumbi. Você já imaginou um jogador ser substituído, voltar a campo e ser punido pelo juiz? Pois foi isso mesmo que aconteceu este fim de semana. Na partida contra o Flamengo, o São Paulo ficou com 12 jogadores em campo por alguns instantes. Rodrigo Caio voltou depois de receber atendimento médico, mas não sabia que havia sido substituído por João Schmidt. Ele foi punido com cartão amarelo pelo árbitro Jailson Macedo Freitas e deixou o gramado sem entender muito o que tinha acontecido. (clique aqui para saber mais)

Presidente coloca a mão na massa

Horas antes do início da partida entre Penarol-AM e Náutico-RR, pela sexta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, o presidente do clube amazonense, Daniel Macedo, pegou martelo, andaimes, tábuas, pregos e madeiras das obras do estádio Floro Mendonça, em Itacoatiara, e mesmo debaixo de um sol de mais de 30 graus construiu uma plataforma de madeira para a equipe de reportagem da TV Amazonas (afiliada da Rede Globo) realizar a gravação do jogo. (clique aqui para saber mais)

Penarol, Amazonas (Foto: Anderson Silva/GLOBOESPORTE.COM)Presidente do Penarol, Daniel Macedo, ajuda na construção de uma plataforma de madeira
(Foto: Anderson Silva/GLOBOESPORTE.COM)



Diretor do Avaí confirma negociações e diz que está de olho no mercado

Marcelinho Paulista, diretor de futebol do Avaí (Foto: Savio Hermano / Globoesporte.com)Marcelinho Paulista fala de contratações
(Foto: Savio Hermano / Globoesporte.com)

Na última semana, o Avaí anunciou duas negociações: Tinga e Marquinhos Paraná. Marcelinho Paulista, Gerente de Futebol do clube, afirma que a negociação com o primeiro está resolvida, só falta a confirmação da CBF de que o jogador possa atuar pela Série B na equipe. Tinga participou de cinco jogos pelo Ceará e ficou outros dois no banco, pela Série B. Já o Marquinhos Paraná ainda precisa responder a oferta do clube.

Marcelinho explica que, sobre a contratação do Marquinhos Paraná, não há muito mais para fazer agora. Só resta ao clube esperar a resposta do jogador que pediu para sair do Sport e está sem time.

— O Marquinhos está na casa de praia dele em Maceió, ainda não conseguimos uma conversa com ele, mas falamos com o representante e até ele finalizar o assunto, estamos em negociação. Já passamos as condições do clube, assim como fizemos em outras tentativas. Agora nos resta aguardar uma posição do atleta — afirma Marcelinho.

Marquinhos Paraná - Sport (Foto: Aldo Carneiro)Marquinhos Paraná ainda não se posicionou quanto à proposta do Avaí (Foto: Aldo Carneiro)

Por outro lado, as conversas com o Tinga estão bem mais avançadas. Segundo o Diretor, as negociações com o jogador foram proveitosas e o meia já aceitou a proposta do Avaí. A questão agora é o posicionamento da CBF, garantindo, ou não, a participação do jogador na Série B.

— Conversei agora pela manhã com o Dr. Sandro (Barreto, assessor jurídico do clube). Quem tem que nos posicionar agora é a CBF. O atleta está à disposição, agora precisamos de um documento da CBF liberando o atleta. Se a CBF liberar, entre o atleta e o Avaí já está tudo resolvido. Mas sem esse documento a gente não pode correr nenhum risco — explica o Diretor.

Marcelinho também reclama da lentidão da resposta da Confederação, que já tem a demanda de consulta há cinco dias e até agora não apresentou uma resposta.

— Um assunto que foi enviado na quarta-feira e que ainda não recebemos nenhum resultado. Isso é realmente complicado, porque a gente tenta seguir com o nosso planejamento em dia, mas a gente depende de outras pessoas. Vamos aguardar a CBF se posicionar — desabafa Marcelinho Paulista.

Tinga atou em apenas cinco partidas no Vovô (Foto: Divulgação / CearaSC.com)Tinga atou em apenas cinco partidas pelo Ceará
(Foto: Divulgação / CearaSC.com)

O dirigente afirma que só precisa de uma resposta positiva da CBF para apresentarem o atleta como jogador do Avaí e explica a situação que gerou dúvida no clube sobre a possibilidade do Tinga defender o Leão catarinense.

— Só não batemos o martelo porque no nosso checklist acusou que ele tinha cinco participações, entrando nos jogos, e outras duas apenas no banco. Então, como essa situação não é esclarecida no regulamento, esperamos uma posição da CBF — explica.

Como as duas opções do Avaí ainda são dúvidas, a diretoria afirma que ainda continua de olho no mercado para trazer reforços. A ideia, segundo Marcelinho, é conseguir um meia para colaborar na criação com o Cleber Santana, ou mesmo um atacante para compor o elenco.

— A gente vai trabalhando dia a dia. O mercado está inchado, tem atletas aí. Até o último instante, queremos trazer um atleta que podem trazer alguma coisa diferente. Obviamente que se tiver que substituir peça por peça simplesmente, sem que haja diferença, não interessa.



Rodrigo Thiesen diz que o problema do Avaí é a ansiedade para fazer gol

Obsercado por Rodrigo Thieseen, Vítor ataca pela ponta direita - Goiás x Avaí (Foto: Diomício Gomes / O Popular)Thiesen pode assumir vaga de titular no Avaí
(Foto: Diomício Gomes / O Popular)

O volante Rodrigo Thiesen, que teve boa atuação na vitória de 1 a 0 sobre o Bragantino na última sexta-feira, diz que a equipe do Leão precisa de calma e paciência para fazer os gols que estão faltando. A equipe vai à Curitiba enfrentar o Paraná da mesma forma que entrou em campo no último jogo, sem o volante Bruno, que cumpriu suspensão e agora está sendo punido pela direção do clube.

Após boa atuação na vitória emocionante em que o Avaí só marcou o gol aos 49 do segundo tempo, Tiessen tem sido cotado para a vaga de titular da equipe. O volante jogou ao lado de Diogo Orlando, que depois foi substituído por Pirão. Na posição ainda disputam Bruno e Mika, que está no Departamento Médico e não deve voltar em menos de três semanas.

Sobre a possibilidade de conquistar a vaga de titular, Tiessen diz que não importa quem começa em campo. O importante é que todos façam o melhor para o Avaí que ainda sonha com a Série A do ano que vem.

— Todo jogador pensa em jogar. A titularidade é consequência (...) Eu vou fazer a minha parte, o Bruno vai fazer a parte dele e o Mika faz a parte dele. Vamos trabalhar para o melhor do Avaí. O Avaí que é o mais importante — explica Thiessen.
 

Rodrigo Thiesen, Avaí (Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)Thiesen diz que time precisa controlar a ansiedade
(Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)

O jogador também tenta explicar os resultados ruins do time com a falta de gols. Para ele, as bolas não estão entrando por causa do nervosismo, e isso gera ainda mais ansiedade. A solução, de acordo com o volante, é tentar manter a calma e não perder o foco.

— A ansiedade é pelo fato de não estarmos fazendo gols. A gente fica ansioso para resolver de qualquer maneira e nesse momento temos que ter paciência. Temos que contar com o apoio da torcida e fazer o melhor possível — afirma.

Thiessen evitou comentar a atuação do último jogo. Ele diz que não é a pessoa mais indicada para comentar o próprio desempenho, mas no geral, faz uma boa avaliação da equipe na partida contra o Bragantino.

— Eu sou suspeito para falar. Prefiro que os outros falem, mas procuro fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Já a equipe jogou bem e conquistou o resultado no fim — explica.

Sem o peso das derrotas consecutivas, a equipe vai a Curitiba enfrentar o Paraná com a mesma escalação da última partida. Thiessen diz que a equipe paranaense é forte e não será um jogo fácil. O Leão vai precisar mostrar força e determinação para voltar com os pontos que podem diminuir a distância do G-4.

— É um jogo difícil, como todos. A Série B é um campeonato de muita pegada. Temos que ir para lá com atenção para não sermos surpreendidos. A equipe deles tem qualidade. O Lucio Flavio é perigoso, mas vamos jogar com a mesma atenção.

O volante também conta o segredo do Avaí para conseguir a vaga na Série A até o fim da temporada.

— Pensar um jogo de cada vez. A gente está precisando disso. O próximo é o Paraná e precisamos vencer — Conclui o jogador.



Por indisciplina, volante Bruno não é relacionado para enfrentar o Paraná

Volante Bruno, do Avaí (Foto: Alceu Atherino, divulgação / Avaí FC)Bruno não enfrenta o Paraná Clube
(Foto: Alceu Atherino, divulgação / Avaí FC)

O volante Bruno está fora da próxima partida contra Paraná. Apesar de não ter sido especificado, o jogador não foi relacionado por ter cometido um ato de indisciplina considerado grave pela diretoria do Avaí. A princípio, a punição é pontual para o confronto contra o time paranaense, na terça-feira, às 19h30m, no Durival de Britto, em Curitiba. Segundo o gerente de futebol do clube, Marcelinho Paulista, o problema deve ser resolvido internamente.

— Foi uma falta grave. Nós temos um grupo e precisamos manter a ordem. Ele não está sendo usado de bode expiatório para os outros, mas sim para entender que tem uma linha que tem que ser seguida — disse o gerente.

Por causa da punição, a escalação do Avaí para o duelo válido pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro deve ser a mesma da última partida, na vitória sobre o Bragantino por 1 a 0, na Ressacada. A única mudança seria a volta de Bruno, que cumpriu suspensão. Sendo assim, Rodrigo Thiesen continua ao lado de Diogo Orlando, enquanto Mika faz tratamento no Departamento Médico.
 



Vitória e São Caetano duelam dentro do G4

LANCEPRESS!
Publicada em 30/07/2012 às 17:31
Rio de Janeiro (RJ)

A décima quarta rodada da Série B do Brasileirão acontece neste meio de semana, com todos os jogos nesta terça-feira. Cinco deles serão disputados às 19h30, enquanto os outros cinco serão disputados às 21h50.

No Anacleto Campanella, o São Caetano, quarto colocado com 25 pontos, enfrenta o Vitória, segundo com 31 pontos. Uma vitória pode ser a liderança ao time baiano, desde que o líder Criciúma tropece diante do Guarani. Para o São Caetano, os três pontos significam principalmente a manutenção de sua vaga no G4, além de uma possível conquista de terceiro lugar, caso o América-MG não vença o Joinville.

No outro extremo da tabela, o ASA, 17º com dez pontos, tem uma partida importantíssima contra o Bragantino, 16º com 11 pontos. Uma vitória do ASA tira o time da zona de rebaixamento e coloca o adversário, enquanto o Bragantino precisa vencer para se manter fora do Z4.

Confira os jogos da 14ª rodada da Série B do Brasileirão:

Terça-feira - 19h30

Goiás x ABC - Serra Dourada

Criciúma  x Guarani - Heriberto Hülse

América-MG x Joinville - Independência

Ceará x Boa - Presidente Vargas

Paraná x Avaí - Durival de Britto

Terça-feira - 21h50

América-RN x Grêmio Barueri - Nazarenão

Bragantino x ASA - Nabi Abi Chedid

CRB x Ipatinga - Rei Pelé

São Caetano x Vitória - Anacleto Campanella

Guaratinguetá x Atlético-PR - Dario Leite



Após vitória, jogadores do Avaí se reapresentam com novo ânimo

avaí treino (Foto: Alceu Atherino/Site Oficial Avaí)Maria comanda treino de posicionamento
(Foto: Alceu Atherino/Site Oficial Avaí)

Não muito longe da zona de rebaixamento, mas nem tão perto da classificação para a Série A, o Avaí já parece ter um novo ânimo para encarar os desafios da Série B do Campeonato Brasileiro. A vitória, conquistada no fim da partida, contra o Bragantino, foi fundamental para dar um novo gás aos jogadores, já observado na reapresentação deste domingo, na Ressacada.

Na volta aos trabalhos, Hemerson Maria continua mantendo o foco dos treinos no posicionamento. O técnico, que destacou a paciência e a força do grupo que lutou até o final para conquistar os três pontos sobre a equipe paulista, parabeniza os jogadores pela concentração e pela força de vontade.

— A importância da vitória é muito grande. Acreditamos até o final. Nós tivemos paciência e fomos presenteados com os três pontos — disse o técnico.

Para a próxima partida, o Leão da Ilha já conta com a volta do volante Bruno, que cumpriu suspensão, e o lateral-direito Wagner Diniz, recentemente apresentado ao clube. Os reforços podem ser importantes para uma arrancada do Leão ao G-4.

Antes da vitória de sexta-feira sobre o Bragantino, ao ser perguntado sobre o fato dos jogadores eximirem a culpa do técnico nos resultados negativos, Maria preferiu dividir a responsabilidade. Os jogadores afirmam que Maria dá todas as informações e instruções necessárias para que a equipe vença. Para eles, o técnico não pode ser culpado, já que são eles que entram em campo e erram. No entanto, para o treinador, o trabalho é feito em equipe e todos são responsáveis pelo resultado.

— A culpa é de todos. Eu sempre me coloco junto nessa parcela. Tem que dividir a responsabilidade — destacou o treinador.

Agora, o técnico, já enaltecendo a postura do time, pede que a torcida continue dando o apoio necessário para que o Leão conquiste mais uma vez a vaga na principal competição do futebol nacional.

— O torcedor do Avaí tem que entender que muitos que estão aqui não têm culpa do que aconteceu no passado. Quem está hoje aqui trabalha muito para dar a volta por cima —, explica.



Fã dos livros, Pedro Ken revela que já sofreu por ser 'diferente' dos boleiros

Pedro Ken é o retrato do que não se espera de um jogador de futebol. Sem gírias, frases de efeito e o popular estereótipo do atleta profissional, o meia tem sido o principal destaque do Vitória nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Paciente, calmo e com opiniões bem definidas – características que já o fizeram sofrer preconceito no início da carreira –, o jogador recorre à leitura e à força da religião para ajudar na boa fase dentro de campo.

Filho de japonesa com mineiro, Pedro Ken herdou a paciência e educação nipônica da mãe e o gosto pela leitura do pai. Os livros o acompanham em casa e nas concentrações. A preferência é pelas biografias, e uma delas tem lugar especial na estante do jogador.

pedro ken, meio-campo do vitória (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)Pedro Ken tem sido o principal destaque do Vitória na Série B (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)

- Uma que eu li e me marcou, que eu gostei muito, foi a biografia do Lance Armstrong, ‘De volta à vida’. É a história dele, um cara que teve mais de 90% de chance de morrer, conseguiu sobreviver e virou o campeão que ele é – conta o jogador.

Com o exemplo marcante do ciclista americano, Pedro Ken tem escrito com letras redondas sua história com a camisa do Vitória. Sofreu quando não foi aproveitado, reforçou os laços com o espiritismo e, com persistência, ganhou de vez a titularidade na equipe. Humilde, o meia diz não se considerar fundamental para o time. Os números – um gol e quatro assistências – provam o contrário.

Titular em sete jogos do Vitória nesta Série B, o meia tem sido o maestro do grupo dentro de campo. Com a experiência de quem já conquistou a Segunda Divisão pelo Coritiba, enaltece o trabalho de Paulo César Carpegiani, diz já ter uma ligação com a torcida do Vitória e reforça o grande objetivo do ano: ajudar o Rubro-Negro a conquistar seu primeiro título nacional. Tudo isso você acompanha nesta entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM.

Você aparenta ser um atleta diferente daquele estereótipo de boleiro. Já sofreu algum tipo de preconceito por isso?
Mais no começo da carreira, por não vir de família de classe baixa, por ter uma formação melhor... Na divisão de base se falava muito: ‘Pô, o cara vem de família boa, não vai aguentar a pressão, não vai aguentar passar por dificuldade'. Foi mais nessa época mesmo. Hoje em dia é mais tranquilo, todo mundo me respeita mais como profissional, e também tem outros exemplos de jogadores que estão vencendo.

Você já disse que gosta muito de ler. Quais tipos de livro prefere?
Eu leio um pouco de tudo. Desde clássicos até biografias. Livros em geral. O que eu mais gosto mesmo é biografias. Acho legal saber um pouco da história de pessoas, das pessoas que passaram por dificuldade e conseguiram vencer, ter sucesso. Acho que são exemplos de vida e de vitória. Se for para escolher um tipo de livro, eu gosto de biografia, mas eu leio de tudo.

Alguma biografia te marcou mais?
Eu já li diversas biografias. Uma que eu li e me marcou, que eu gostei muito, foi a biografia do Lance Armstrong, 'De volta à vida'. É uma biografia que já faz um tempinho que saiu. É a história dele, um cara que teve mais de 90% de chance de morrer, conseguiu sobreviver e virou o campeão que ele é. É um livro muito forte. Ele lutou contra o câncer. É um dos livros que eu mais gosto. Mas tem vários outros também. Você pergunta assim e eu acabo esquecendo (risos).

Você costuma frequentar um centro espírita em Salvador. Acha que este lado religioso tem relação com o seu sucesso dentro de campo?
Acho que ajuda na vida, não só no futebol. Todo mundo procura respostas, um conforto, nos momentos de vitória e nos momentos difíceis também. É uma coisa que me ajuda e me ajudou. Essa ligação com Deus com certeza me ajuda. É uma das coisas que hoje em dia eu valorizo, ainda mais depois que passei por momentos difíceis, de não estar jogando, e você acaba desenvolvendo ainda mais o lado espiritual, que está cada vez mais forte.

Qual, para você, é a principal característica deste elenco do Vitória?
Acho que o comprometimento e a união do grupo, além da qualidade. Nosso elenco é de Série A. É um time que, com certeza, estaria disputando a Série A de igual para igual. Acho que o comprometimento com o objetivo, com o que o treinador pede, e a união. Acho que a gente está aprendendo a gostar um do outro, a estar junto, jogar junto. Isso é essencial.

pedro ken; vitória (Foto: Felipe Oliveira / EC Vitória / Divulgação)Meia diz lutar para conquistar o título da Segunda Divisão (Foto: Felipe Oliveira / EC Vitória / Divulgação)

Muita gente criticou a opção de Carpegiani de ficar nas cabines e deixar Ricardo Silva na beira do campo, mas vem dando resultado. Qual sua opinião sobre isso? Tem alguma influência para vocês?
Acho que não, até porque o Ricardo é um cara que conhece muito o grupo e tem essa facilidade em se relacionar na beira do campo, de falar a língua do jogador. O Paulo gosta de assistir ao jogo lá de cima, vendo a parte tática da equipe, como o time está se portando, o que às vezes não dá para ver quando está na beira do campo. Acho que esse casamento vem dando certo, entre ele o Ricardo nessas funções. Tomara que continue assim. É uma coisa diferente, mas que tem dado certo.

E qual a importância de Carpegiani para esse bom começo de Série B do Vitória e de seu crescimento?
É a experiência. Ele é um treinador que tem uma vivência muito grande, trabalhou em grandes clubes, seleções, e sabe como agir, como pensar e como passar as coisas para nós. É um treinador muito exigente, muito perfeccionista. Para mim tem sido bom e acho que para o grupo também. Eu, como procuro sempre fazer o melhor e atender o que os treinadores pedem, acho que essa disciplina tática me ajuda muito e tenho me encaixado bem na forma que ele quer que o Vitória jogue.

Nesse encaixe no time de Carpegiani, você fez um gol e deu quatro assistências. Você se considera fundamental nesse time?
Não, não. Acho que ninguém é fundamental em situação nenhuma. O futebol é dinâmico. Acredito que hoje eu tenho uma importância no grupo, porque estou jogando há um bom tempo, com ritmo de jogo, e tenho feito boas partidas. Não diria que sou fundamental, acho que importante, como vários outros jogadores. Cada um tem a sua importância.

Em 2007 você ajudou o Coritiba a conquistar o título da Série B. A experiência daquele ano tem te ajudado no Vitória agora?
Acho que sim. Tudo que você já viveu na tua vida serve de aprendizado. Naquela época, juntamente com o clube, fui muito feliz e consegui alcançar o objetivo. É mais ou menos o mesmo objetivo do Vitória. O Coritiba não tinha subido no primeiro ano que tinha caído também. Um pouco mais de experiência me ajudou bastante. Realmente isso me ajudou bastante.

Pelo que viveu em 2007, acredita que o Vitória está com cara de campeão?
Acho que é muito cedo para falar ainda. A gente entende a empolgação da torcida, da imprensa, mas a gente tem que ter o pé no chão. Ainda tem muita coisa pela frente. É o objetivo que a gente tem, de ser campeão, mas eu acho ainda muito cedo. Tem que manter o pé no chão, o foco, e concentrar no campeonato.

Pedro Ken, meia do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)Meia lamentou não ter tido sequência com a camisa
do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Depois que saiu do Coritiba, você não conseguiu ter o mesmo sucesso no Cruzeiro e no Avaí. O que aconteceu nesse período?
Acho que no Cruzeiro, quando cheguei, joguei no primeiro semestre, fui para todos os jogos, joguei Libertadores, mas acredito que não tive uma sequência de jogos como titular e acaba sendo difícil você se firmar na equipe. Além de o grupo do Cruzeiro já ter um time que jogava junto há muito tempo, que acaba sendo difícil de outro jogador entrar. Mas depois vieram algumas mudanças dentro do clube e eu não tive mais oportunidade de jogar, não me colocaram mais para jogar. Fiquei lá sem jogar e acabei depois indo para o Avaí. Na época, o Avaí tinha saído na semifinal da Copa do Brasil, e achei que fosse um time para brigar lá em cima no Brasileiro. Infelizmente as coisas não deram certo para o time, mas eu cheguei lá e joguei. Agora, é difícil você se destacar em um time que está caindo. Mesmo assim eu ainda fui titular em praticamente todos os jogos em que estive à disposição do treinador. Fiz boas partidas, mas é diferente de estar brigando lá em cima.

Foi por essa opção de ir para o Avaí que você recusou as propostas do ano passado de Bahia e Vitória?
Não. Na época até saíram algumas notícias de que eu tinha recusado, mas foi uma coisa do Cruzeiro também, uma coisa de empresário. Não fui eu que recusei, que não quis jogar, até porque se hoje eu estou aqui, não tem nada a ver não ter vindo para cá no ano passado. As pessoas falam demais no meio do futebol e ninguém me perguntou nada. Eu não dei declaração nenhuma de que não queria vir jogar no Bahia ou no Vitória. Nunca falei isso para ninguém. Falaram que eu tinha falado. Foi a melhor opção que aconteceu ali, um casamento. O Cruzeiro também achou que seria bom para mim, e foi a opção que a gente teve. Mas eu não recusei nada.

Pensa em continuar no Vitória para o próximo ano?
Penso. Mas meu primeiro objetivo é subir o Vitória e, quem sabe, ser campeão. Isso é uma coisa a se pensar mais para frente. Eu aprendi nesse tempo que eu tenho de futebol que você tem que colocar objetivos a curto prazo. Não adianta ficar pensando daqui a um ano, dois, porque tudo pode mudar em um mês, dois meses. Meu objetivo principal e no que estou focado e concentrado é subir o Vitória. Depois a gente vê o que acontece. Estou bem adaptado, gosto muito do clube e do pessoal. Vamos ver o que acontece.



sábado, 28 de julho de 2012

Confira os resultados deste sábado das séries A, B, C e D e de estaduais

28/07/2012 23h12 - Atualizado em 28/07/2012 23h12

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

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Hemerson Maria espera por reforços para qualificar o Avaí na Série B

Coletiva de Hemerson Maria no Avaí antes de encarar o Atlético-PR, na Ressacada (Foto: Renan Koerich / GLOBOESPORTE.COM)Hemerson Maria diz que equipe tem carências
Foto: Renan Koerich / GLOBOESPORTE.COM)

A vitória sobre o Bragantino, ainda que no sufoco dos instantes finais, trouxe uma porção de alívio ao Avaí. O time da Ressacada deu fim na sequência de derrotas. O técnico Hemerson Maria ganhou tranquilidade. No entanto, o treinador acredita que a equipe precise de reforços para poder elevar seu desempenho na Série B do Campeonato Brasileiro e lutar pelo acesso à elite nacional.

O comandante avaiano dá moral ao seu grupo de jogadores. Porém, ressalta que o plantel precisa de mais atletas para que o time cresça na competição. Segundo Maria, os reforços serviriam para, pelo menos, minimizar as limitações que o Avaí apresenta.

— Nós temos limitações como grandes equipes têm, como Corinthians e Atlético-MG. Precisamos dar uma qualificada no grupo. A diretoria tem trabalhado nisso e não tem faltado empenho. Espero que, num curto espaço de tempo, o time possa estar qualificado. Não vejo Avaí numa distância técnica tão grande dos outros. Necessitamos apenas agregar mais qualidade ao grupo para crescermos — explicou o treinador azurra.

Apesar do pedido por reforços público, o treinador não desmerece o que tem em mãos para trabalhar. Hermerson Maria acredita que seus jogadores ainda podem dar mais para melhorar

— Com esses jogadores é que nós contamos para a reabilitação do Avaí. São eles que temos e precisamos dar confiança e moral. Vamos trabalhar para extrair o máximo destes atletas.



Dirigente do Avaí espera por uma resposta de Marquinhos Paraná

Marquinhos Paraná - Sport (Foto: Aldo Carneiro)Ex-Sport está nos planos do Avaí
(Foto: Aldo Carneiro)

Ao Avaí resta a espera, apesar da pressa. O meio-campo Marquinhos Paraná também não possui muito tempo. O jogador tem até este domingo para dar uma resposta ao time catarinense se vai ser ou não o novo reforço do clube para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Os avaianos já enviaram proposta para o meia que já esteve na Ressacada. O jogador defendeu o clube de Santa Catarina em 2004.

Naquela época, Marquinhos Paraná atuou como homem de criação no meio-campo. Quando saiu, chegou a atuar por volante e até lateral-esquerdo, por clubes como Figueirense, Cruzeiro e Sport. Hoje com 35 anos, ele pode voltar a jogar na função que tinha no Avaí.

Segundo o gerente de futebol avaiano, Marcelinho Paulista, o clube espera por uma resposta do jogador.

— Não acertamos até o momento. Aguardamos uma posição do atleta até amanhã (domingo) — limita-se a dizer o dirigente do Leão de Santa Catarina.

Marquinhos deixou o Sport ainda no início do Campeonato Brasileiro da Série A. O Avaí seria o primeiro a fazer proposta. O empresário do jogador, Cláudio Gombata, disse que ainda não tratou das pretensões avaianas com Marquinhos Paraná.

— Ainda não conversei com o Marquinhos. Talvez o clube tenha procurado diretamente o jogador — disse Gombata.



Laércio exalta gol de Felipe Alves pelo Avaí e critica postura do Braga

O gol saiu no último minuto e foi sofrido. Após a viotória sobre o Bragantino por 1 a 0, na Ressacada, em Florianópolis, na noite de sexta-feira, Laércio criticou o adversário que tentou retardar o jogo para que a partida terminasse empatada. A arbitragem, porém, assinalou cinco minutos de acréscimo e o gol chegou aos 49 da etapa complementar.

— Antes da partida, na concentração, eu estava pensando que não seria fácil, pois eu já conhecia o time deles. Eles jogam sempre atrás da linha da bola e ainda mais com o goleiro deles que sabe que não pode sair do jogo para ser atendido. Mas ele sabe que isso chama o gol. E foi isso que aconteceu — disse Laércio.

Dedicação, raça e vontade, segundo Laércio, são características do grupo do Avaí. A demora para o gol sair estava incomodando os jogadores dentro de campo, que desperdiçaram oportunidades claras de gol.

— Corri, me dediquei, fui na raça e na vontade. Penso ter feito um bom jogo, estávamos fazendo tudo certo, mas na conclusão a bola não entrava. Bateu na trave, o goleiro defendeu. Ainda bem que o Felipe Alves, com cruzamento meu, conseguiu fazer o gol — disse o atacante.

Enquanto o gol não saiu, a pressão nas arquibancadas, dos mais de três mil torcedores, estava forte sobre os jogadores do Avaí. A impaciência da torcida era justificada pelos últimos resultados do time: três rodadas que o Leão não sabia o que era vitória.

— A pressão que existe é para a gente fazer o gol. O torcedor não quer saber se o gol será de bunda, de carrinho ou de cabeça, o negócio é fazer o gol. A gente não vinha fazendo os gols nos últimos jogos e sempre que não tiver gol irá existir a pressão. Ainda bem que saiu esse gol e essa vitória veio. Pois foi imporante para a gente tirar tudo aquilo de ruim que estava nos cercando — desabafou Láercio.

Com o placar de 1 a 0, aos 49 minutos do segundo tempo, o Avaí sobe para a 11ª colocação, com 17 pontos ganhos. Na próxima rodada da Série B, o Avaí encara o Paraná, em Curitiba, na terça, 19h30min.



Avaí vence Braga com gol aos 49 do segundo tempo e quebra jejum

Avaí e Bragantino entraram em campo dispostos a encerrar o jejum de vitórias. Se o time da casa vinha de três derrotas seguidas, o Braga não vencia há seis jogos. E no duelo para encerrar o tabu, melhor para o Leão, que venceu por 1 a 0 com direito ao gol aos 49 do segundo tempo, feito por Felipe Alves.

A vitória tranquiliza o Avaí, que subiu para a 11ª posição. Já o Bragantino segue na 16ª colocação e pode entrar na zona de rebaixamento com os jogos restantes da 13ª rodada.

Sabendo da importância de uma vitória para se distanciar da zona de rebaixamento, as equipes começaram no ataque, mas, apesar de movimentado, o jogo começou com muitos passes errados e poucas chances claras de gol.

O Bragantino focava as jogadas pelos lados de campo, apostando nas subidas dos alas Léo Jaime e Victor Ferraz e na velocidade de Malaquias. Já o Avaí, jogando em casa, tentou priorizar a posse de bola e chegar tocando a bola até a área do Massa Bruta.

A primeira chance clara de gol foi dos donos da casa. Aos 18 minutos, Diego Acosta escapou da marcação, invadiu a área e bateu rasteiro. No entanto, o goleiro Alê fez a defesa.

Aos 24 minutos, veio a resposta do Braga. Malaquias entrou na área com a bola dominada e rolou para o meio. Lincom dividiu com a zaga e a bola passou raspando a trave.

Na sequência, o Massa Bruta realizou uma verdadeira blitz na área do Avaí. Primeiro, Rafael Caldeira se aproveitou de uma falha de Leandro Silva após cruzamento e chutou na trave. No lance seguinte, Moreno cruzou e Lincom cabeceou no travessão.

A blitz acordou o Avaí, que partiu para cima do Braga. Aos 32, Laércio perdeu chance cara a cara com Alê e desperdiçou a oportunidade de abrir o placar. Depois, Jeferson Maranhão tabelou com Diego Acosta e bateu com força da entrada da área. Alê mandou para escanteio.

E após algumas chances isoladas, o primeiro tempo acabou sem bola na rede.

Segundo tempo

O Avaí voltou com tudo para a segunda etapa. Aos 2 minutos, Diogo Orlando lançou Diego Acosta, que tocou na saída do goleiro Alê, mas acabou chutando para fora, rente à trave. Aos 15, Jeferson Maranhão escapou pela esquerda e bateu com força. A bola explodiu no travessão.

No lance seguinte, Acleisson, que já tinha cartão amarelo, foi expulso após chutar a bola em cima de Cléber Santana depois de cometer falta no camisa 10 do Leão. Foi a segunda expulsão de Acleisson nos últimos três jogos pelo Braga.

A partir daí, o time da casa aumentou a pressão. O técnico Hemerson Maria sacou o meia Jeferson Maranhão para a entrada do atacante Felipe Alves a fim de aproveitar a vantagem numérica.

Com o Leão atacando, quem se destacou foi o goleiro Alê, autor de defesas importantes ao longo da partida.

Aos 40, Cléber Santana arriscou de fora da área e, desta vez, se a bola fosse no gol, Alê não teria chances. Mas a bola passou muito perto da trave.

E quando o empate parecia certo, aos 49 minutos Laércio cruzou, Diego Acosta desviou e Felipe Alves completou para o gol. Fim do jejum de vitórias na Ressacada.



Felipe Alves, autor do gol da vitória do Avaí: 'Estávamos precisando'

Foi no sufoco e sofrido até o final. Do jeito que o torcedor do Avaí está acostumado. Aos 49 minutos do segundo tempo, na 13ª rodada, o Avaí enfim voltou a vencer depois de três jogos de jejum e espantou a má fase que assombrava a Ressacada.

Após desperdiçar chances claras de gol, o Leão venceu o Bragantino, por 1 a 0, com gol de Felipe Alves. A vitória deixa um sentimento de alívio e esperança do torcedor para que o Avaí possa se reaproximar do G-4.
(veja o gol da vitória do Avaí no vídeo acima)

O salvador da noite, para os mais de 3 mil torcedores do Leão que estiveram na Ressacada, nesta sexta, foi Felipe Alves. O atacante, ao deixar o gramado, estava em êxtase. Laércio cruzou e a bola sobrou para Felipe Alves estufar as redes do Bragantino.

— Eu estou trabalhando para isso. Essa semana eu estava sendo preparado para obedecer o Hemerson Maria e fazer o gol. Esse gol no finalzinho tem um gostinho diferente. Eu estava precisando disso, o Avaí também — falou Felipe Alves, à Rádio CBN/Diário.

O autor do cruzamento que originou o gol da vitória, Laércio desabafou ao deixar o gramado da Ressacada. O jogador recordou da campanha irregular realizada nos turnos do Campeonato Catarinense. Porém, o Leão cresceu, e a superação da equipe, com a chegada do Hemerson Maria, culminou no título estadual.

— Valeu, valeu demais (a vitória). É preciso dar continuidade nesta nossa luta aí. No Catarinense foi assim também, todo mundo dizia que não iríamos chegar e fomos campeões. Não estou dizendo que vamos fazer isso, mas é dar sequência, não vamos desistir. Esse grupo é f***** — desabafou Laércio.

Com o placar de 1 a 0, aos 49 minutos do segundo tempo, o Avaí sobe para a 11ª colocação, com 17 pontos ganhos. Na próxima rodada da Série B, o Avaí encara o Paraná, em Curitiba, na terça, 19h30min.
 



Hemerson Maria destaca paciência do Avaí para vencer o Bragantino

Hemerson Maria avaí coletiva (Foto: Alceu Atherino / Site Oficial do Avaí)Maria espera pontuar em partida no Paraná
(Foto: Alceu Atherino / Site Oficial do Avaí)

O torcedor do Avaí se divide entre a excitação e a esperança. É que seu sentimento se divide entre a descarga de adrenalina provocada por um gol salvador no último minuto e o alívio diante da perspectiva que causa em deixar os resultados negativos em algum canto remoto da Série B do Campeonato Brasileiro. Depois da vitória de 1 a 0 sobre o Bragantino na noite de sexta-feira, na Ressacada, o técnico Hemerson Maria não conseguia esconder o alívio de um triunfo após três jogos seguidos de derrotas.

Agora, o treinador espera que a vitória suada seja o início não apenas de uma nova fase. Que seja o começo de uma guinada do time na Série B do Campeonato Brasileiro.

— A importância da vitória é muito grande. Acreditamos até o final. Nós tivemos paciência e fomos presenteados com os três pontos para esta alavancada no campeonato. Precisamos pontuar no Paraná (na terça-feira, contra o Paraná Clube) e depois temos dois jogos em casa (Ceará e ABC). Dependendo dos resultados, podemos dar aquele salto — disse Maria na entrevista coletiva após a partida na Ressacada.

De coração aberto, o treinador avaiano chamou o torcedor para próximo do clube. Garante que ele e o elenco estão empenhados em fazer o Avaí melhorar. Mas acredita que um apoio maior da torcida possa dar mais força ao elenco.

— O torcedor do Avaí tem que entender que muitos que estão aqui não têm culpa do que aconteceu no passado. Quem está hoje aqui trabalha muito para dar a volta por cima. Torcedor, não abandone o clube. Não fizemos uma partida exuberante (contra o Bragantino), mas não se pode reclamar de que não houve luta — desabafou o comandante azurra.