Perto do fim da temporada 2012, o Avaí enfrentou diversos problemas financeiros que culminaram com salários atrasados e processos jurídicos de jogadores reivindicando rompimento do contrato. Para o próximo ano, o time teve que fazer cortes e alguns jogadores não puderam ser mantidos. Esse é o caso do goleiro Diego, que lamenta a saída, mas diz estar feliz com o bom trabalho feito na equipe do Leão da Ilha de Santa Catarina.
Diego atuou pelo Avaí dois dias depois de ser apresentado pelo clube (Foto: Alceu Atherino/Divulgação)
Ainda sem um contrato assinado, o atleta espera resolver essa questão na segunda-feira. Segundo ele, logo depois que o Avaí anunciou os cortes, ele foi procurado por alguns clubes, mas ainda faltam detalhes para acertar com o próximo empregador.
— Ainda está em andamento, tem algumas coisas bem adiantadas. O mais tarde na segunda. Imaginei que já estaria tudo acertado na sexta-feira, mas atrasou. Ainda não posso divulgar o nome porque o próprio pessoal do clube pediu. Eles pediram sigilo — explicou o goleiro.
Diego, revelado pelo Flamengo, chegou ao Avaí para o Campeonato Catarinense, onde teve grandes atuações. Com o camisa um na retaguarda, o time comandado, na época, por Hemerson Maria conseguiu uma classificação improvável para a final contra o rival Figueirense. O time da Ilha venceu as duas partidas decisivas e ficou com o título.
— Foi um período bom. As pessoas só me reconheciam pelo trabalho no Flamengo, eu era o “Diego do Flamengo”. Depois já comecei a ser lembrado pelo trabalho que estava fazendo no Avaí — afirmou.
Durante a Série B, o goleiro sofreu uma contratura e ficou um longo período afastado. O substituo Marcelo Moretto assumiu a vaga e também fez grandes jogos, conquistando a confiança do técnico Argel Fucks. Depois disso, Diego não conseguiu mais recuperar a posição.
Após lesão, Diego não conseguiu recuperar a vaga de titular conquistada por Moretto (na direita)
(Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)
— Eu também estava indo bem na Série B, mas aí teve aquela lesão. Eu só fiquei totalmente recuperado quando faltavam três jogos para terminar o campeonato e o Argel estava gostando do Moretto.
Ainda em Florianópolis com a família, o atleta agradeceu o apoio da torcida azurra. Para ele, a força dos avaianos e a qualidade de vida em Florianópolis foram determinantes na rápida adaptação. Quando chegou no clube, o goleiro teve dois dias entre apresentação e estreia.
— Florianópolis é uma cidade muito boa. Tenho dois filhos, a educação aqui é boa. Aqui é um Rio de Janeiro dos anos 70. Não tem tanta violência, não tem trânsito, tem as praias bonitas. Isso tudo me ajudou. Deixo o agradecimento. A torcida me apoiou, cheguei numa quinta e joguei no sábado. A torcida me apoiou até o desligamento do clube, tem torcedor perguntando o motivo de eu não ter ficado. Graças a Deus eu saio deixando as portas abertas.
O Avaí terminou a Série B na sétima colocação, com 59 pontos. Para a próxima temporada, o gerente de futebol, Marcelinho Paulista, espera um orçamento mais justo. O clube chegou a atrasar quase três meses de salários.