Avaí inaugura a terceira escolinha de futebol em RO
(Foto: Andréia Machado/GLOBOESPORTE.COM)
Foi com ares de esperança e muita empolgação, que 50 meninos da cidade de Vilhena vestiram a camisa de um time conhecido no Brasil inteiro.
O projeto do Avaí FC é ambicioso. Essa é a apenas a terceira, de um total de 52 escolinhas de futebol previstas para serem inauguradas em Rondônia - uma em cada município. A primeira foi em Ariquemes, em outubro, depois veio a de Cacoal, e agora, chegou a vez de Vilhena.
E para impressionar os dirigentes do clube catarinense, o menino Kevin Wilyans Destro Fontes, de 11 anos - que joga há dois - não poupou esforços em mostrar suas habilidades. Mesmo ainda novo, o menino reconhece a oportunidade de ser visto.
Kevin (à direita) e os companheiros da escolinha do Avaí em Vilhena
(Foto: Andréia Machado/GLOBOESPORTE.COM)
- Eu jogo na zaga e vou fazer de tudo para me destacar logo. Ainda vou ser um grande jogador – diz Kevin.
Marcos Rodrigo Silva, de 15 anos, que também joga na defesa, conta que resolveu jogar futebol pra valer há apenas dois meses. Antes, era mais brincadeiras com amigos. O adolescente pensa em ajudar a família.
- Eu sonho em me tornar um jogador de sucesso para dar uma vida melhor para a minha família – disse.
A escolinha de futebol foi inaugurada em parceria com a Associação Esportiva América (AEA), na última sexta-feira, 7. A previsão é de atender 120 crianças no município, que fica na região Sul de Rondônia.
- Os treinos já iniciaram e já temos um lateral selecionado para fazer teste em março em Florianópolis. O nome dele é Willian Dias e tem 14 anos – revela Adeilson Souza.
Coletiva do Avaí em Porto Velho, em outubro
(Foto: Shara Alencar/GLOBOESPORTE.COM)
Ênio Gomes, diretor de planejamento do Avaí, espera que a chegada do clube a Rondônia possibilite não só a chance de se dar bem nos gramados. Para ele, a convivência no mundo do futebol pode despertar outras vocações.
- Nem todos os que passam pela escolinha se tornam estrelas do futebol, mas eles podem ter outras profissões, como fisioterapeutas, técnicos - que o esporte tanto precisa - explica Ênio.