Diogo Orlando completou, no último dia 4 de dezembro, 29 anos de idade. Ao contrário do último aniversário, em 2011, quando teve um presente que levará para sempre em sua memória, o volante não tem, desta vez, tantos motivos para comemorar. O volante vive dias de definições em relação ao futuro e pretende encerrar a história de mais de dois anos no Avaí.
Diogo Orlando na partida do Avaí contra o América-MG (Foto: Petra Mafalda / Futura press)
O jogador revela que foi procurado por um dirigente e teria escutado que estava fora dos planos para 2013. Diogo Orlando também não deseja permanecer. Perto de ter mais uma ‘benção’, o nascimento de sua segunda filha, o volante espera que o próximo ano seja mais vitorioso na carreira, como naquele quatro de dezembro de 2012, na Ressacada, quando marcou seu segundo gol com a camisa do Avaí, num clássico contra o Figueirense.
— Eu tenho interesse em sair, ainda mais pelo que foi me passado. Tivemos uma primeira conversa e disseram que não contariam comigo. Meu ciclo no Avaí já se fechou. A minha passagem no Avaí foi boa. Eu agradeço a todos que me apoiaram — explica Diogo Orlando.
O chute, de perna esquerda, não só fez estufar as redes do goleiro Wilson, no clássico diante do Figueirense, na última rodada do Brasileirão de 2011. Fez também o volante Diogo Orlando comemorar, no dia do aniversário, o segundo gol e o último com a camisa do Avaí, em 93 jogos pelo clube. O clássico, na casa do Leão, significava pouco para a equipe azurra — que já estava rebaixada para a Série B. Porém, o rival ainda brigava por uma vaga na Libertadores. O gol ficará para sempre na memória do jogador. (veja o gol no vídeo)
— Consegui marcar e o Figueirense ficou fora da Liberadores. É um arquirrival e acho que o torcedor ficou muito feliz e ainda foi no dia do meu aniversário. Foi um dia especial, marcar o primeiro gol pelo Avaí, logo em um clássico — relembra.
Na reta final da Série B, Diogo soube que não está no planejamento do Leão, mesmo com contrato até o final de 2013. Apesar disso, o volante recebeu a notícia sem espanto por entender que o momento é de buscar um novo caminho. Na próxima semana, o procurador do volante, André Aranha, deve desembarcar em Florianópolis para resolver a situação.
— Eu já não estava mais jogando e tenho interesse em sair. Eu pretendia chegar aos cem jogos pelo clube neste ano, mas não foi possível. Agora é ver como vai ficar essa situação, se serei emprestado ou irei rescindir o contrato. Entendo que ano novo é vida nova, preciso de uma definição em breve.
No Avaí desde abril de 2010, o volante esteve presente na campanha do sétimo lugar no Brasileirão e também no rebaixamento no ano seguinte. Além da Copa do Brasil, quando o clube chegou à semifinal, e no título estadual de 2012. No entanto, na temporada encerrada na última semana, o jogador acumulou altos e baixos.
Entre as lamentações estão as poucas oportunidades com o técnico Argel Fucks (demitido na última segunda-feira) na Série B. Depois de ser frequentemente escalado por Hemerson Maria, na campanha do título Catarinense, Diogo Orlando também viveu boa sequência na fase inicial da segunda divisão nacional.
— O primeiro semestre foi ótimo, joguei bastante e tivemos o título. Com a chegada dele (Argel) tive poucas oportunidades. Cada um tem a sua opção e escala quem tem mais confiança. Acabei perdendo um pouco de espaço — avalia.
O ano foi conturbado fora dos gramados para o clube, como nos episódios da troca Carlito Arino por Marcelinho Paulista na gerência do futebol e a manifestação do grupo de jogadores ao não treinar em cobrança aos salários atrasados. Fatores que, na visão de Diogo Orlando, atrapalharam o desempenho da equipe, mas que não foram fundamentais para o fracasso na Série B.
Diogo Orlando com a esposa e a filha
(Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)
— Isso tudo atrapalha um pouco qualquer trabalhador que não recebe, mas a gente esquece isso ao entrar em campo. Penso que os jogos fora de casa contra os líderes foram primordiais para que a gente não conseguisse o objetivo do acesso. É preciso pontuar fora de casa também e nós não conseguimos isso — analisa.
Nos próximos dias, deve desembarcar em Florianópolis o procurador de Diogo Orlando, André Aranha, para acertar a rescisão contratual com o Avaí. Apesar de estar chateado com o término do ciclo no clube, o volante revela carinho com a cidade e também com o time azurra, que lhe abriu as portas.
— Eu estava próximo de completar 100 jogos no Avaí. Foi o clube que abriu as portas para mim. Mas agora preciso buscar novos desafios na carreira. Fiz amigos dentro do clube, foram altos e baixos e só tenho a agradecer, tanto o clube quanto ao torcedor — despede-se o volante.
Se no aniversário de 2012 não pôde festejar tanto quanto em 2011, Diogo espera que em 2013, já com a filha e em um novo clube, possa comemorar os 30 anos com mais realizações dentro dos gramados.
— Florianópolis e o Avaí ficarão guardados, sempre que puder estarei na cidade.