Bruno
(Foto: Lc Moreira / Agência Estado)
A Série B acabou, mas o Avaí só parou nos gramados. Fora de campo o trabalho é árduo. A diretoria estuda a permanência dos atletas para a temporada 2013 após uma série de dispensas, enquanto o departamento jurídico encara processos trabalhistas: Bruno e Peu resolveram com acordos, Fábio Santos aguarda decisão do juiz e Felipe Alves ainda está na fila para a audiência.
Entre os jogadores que recorreram à Justiça por atrasos nos pagamentos, o de maior repercussão é o do volante Bruno. O jogador queria o rompimento do contrato por meio do artigo 31 da Lei Pelé. Mesmo com o clube ciente do processo, o atleta continuou atuando, mas avisou após a partida contra o Guarani na 36ª rodada da Série B que o cliclo no clube havia se encerrado.
O volante, porém, fez um acordo com o clube e não foi na audiência marcada para esta última terça-feira. O processo foi arquivado, e mudanças significativas no contrato foram feitas. Além de um aumento salarial, Bruno tem agora direito a parte do valor da própria transferência. Isso significa que ele permanece no clube, mas está de olho no mercado, e haveria vontade de ambas as partes em uma negociação. Assim, em uma possível transferência, ambos lucrariam.
A solução também pode ter sido positiva para o Avaí. Caso fosse concedida a liminar para a liberação do atleta, o Leão de Santa Catarina perderia cerca de R$ 600 mil em indenizações e deixaria de receber com uma possível venda. Pelo acordo, o volante agora tem contrato até o fim de 2015, mas não deve ficar. Segundo fontes ligadas ao Avaí, já há procura de clubes de Série A para contar com o futebol de Bruno.