Quadros e camisa 117, homenagens entregues pelo presidente e vice do Avaí (Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)
As homenagens não tinham fim. Quando chegou ao estádio foi recepcionado pela torcida, ao entrar em campo com a camisa 117, foi ovacionado. Recebeu o carinho dos torcedores com faixas nas arquibancadas e dentro de campo, pela própria direção do Avaí. Ao fim da partida, ainda recebeu dois quadros em sua homenagem. E mesmo diante de tanto, humilde, reafirmou que não merecia tamanha atenção.
Os 'presentes' fora entregues pelo presidente João Nilson Zunino e o vice-presidente Dr. Nílton Macedo Machado: entre eles, um exemplar do diploma “Guerreiro Avaiano” pelos serviços prestados ao clube. Evando recebeu ainda um quadro alusivo ao acesso de 2008 e uma camisa número 117 (número de jogos completados pelo Leão), a mesma que vestiu na partida.
Antes de falar oficialmente como ex-jogador de futebol, e do Avaí, foi introduzido pelo o presidente do clube, que fez a última homenagem verbal ao ídolo alviceleste. João Nilson Zunino ainda disse que gostaria de ter esperado um pouco mais para a aposentadoria do ‘iluminado’, mas foi a vontade do atacante que prevaleceu.
— Este momento, em nome do Avaí, quero agradecer a tudo que o Evando fez para esse clube e por essa torcida. Mas vou complicar a vida dele um pouquinho. Ele escolheu se despedir hoje, embora saibamos que possa continuar a fazer algo por nós, como a gente queria. Na realidade, queria que fizesse essa despedida no campeonato catarinense de 2013 - disse Zunino.
— Agora, o convencimento seria quase impossível, em função que ele próprio tinha marcado. Aquilo que ele pode nos ajudar, não por despedida, pelo ocontratrio, fica mais forte ainda a outra ajuda que pode nos dar, sem dúvida nenhum. Mando um forte abraço de toda torcida avaiana. Que temos agradecimento especial, pelas passagens especiais nos clube. Com jogos extraordinários, e gols, como a bicicleta contra o Corinthians e contra o Brasiliense — completou o mandatário azurra.
Evando fala em sua despedida do futebol
(Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)
Evando então pegou o microfone, abraçou o presidente e não escondeu a emoção. Chorou mais uma vez. Sentimento esse, segundo o próprio ídolo, à tona desde a concentração. O atacante diz que se viu às lágrimas por diversas ocasiões. Inclusive durante o jogo.
— Chorei igual uma criança no quarto. Chorei quando entrei em campo, chorei quando a torcida gritou, chorei quando dei a vola em campo. (...) Porque todo jogo de futebol é uma coisa muito séria e vestir essa camisa pela ultima vez foi algo que sonhei. O presidente teve paciência em cinco contrataçoes, e eu sou chato pra caramba as vezes. Obrigado a vocês, a diretoria, pessoas que aprendi a amar e respeitar. Me tornei um hjomenm nesse clube. Saio do futebol melhor do que quando entrei. Realizado, essa torcida que fez essa loucura. Não sou merecedor de nada.
Evando continuou os agradecimentos. Família — que estava ao seu lado na hora das homenagens —, torcida, imprensa, o clube responsável pela homenagem, ao esporte praticado e até a Charles Miller - considerado 'pai' do futebol no Brasil.
— Obrigado ao futebol, obrigado Charles Miller. Gente, muito obrigado. Sem palavras. Obrigado a tudo. Value a pena ter saído de casa. Valeu ter deixado meus pais com 15 anos. Deus me presenteou com esse clube. Ainda continuarei aqui, mas das arquibancadas, sofrendo.
Torcedores cercam Evando para o adeus (Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)