Diego: preocupado com a má fase do Avaí
(Foto: Paulo Evangelista)
Parece impensável, mas a derrota do Avaí para o Metropolitano, sábado, na Ressacada, está mais difícil de ser ingerida pelo elenco avaiano do que a derrota no clássico contra o Figueirense, no último final de semana. Há três jogos sem vencer, sendo duas derrotas consecutivas, o Leão agora só pensa em ouvir as críticas e focar no segundo turno, como afirma o goleiro Diego.
- Uma coisa é nítida: o Avaí não pode ter oito pontos nessa altura do campeonato. E quem colocou o Avaí nessa situação fomos nós, jogadores. Se fomos nós que colocamos, cabe a nós jogadores tirá-lo dessa situação, temos a obrigação. Porque é incômoda, incomoda muito a nós jogadores.
Antes impaciente com o ataque azurra, agora o torcedor avaiano cobra o time todo. Além de ainda não ter vencido um clássico no Estadual, o Avaí tem que se contentar em ter o terceiro pior ataque do campeonato, com oito gols anotados, média de um por jogo. Para piorar, o algoz do Leão na última derrota foi um jogador bem conhecido pela torcida: Rafael Costa, ex-atacante avaiano.
- Nós sabíamos da qualidade dele, o Sávio (ex-jogador do Avaí) nos avisou. O Rafael é um jogador que nós já conhecemos, é um cara que tem um mercado muito grande em Santa Catarina. É um cara que tem grande impulsão e velocidade. Nós sabíamos disso, não foi uma coisa que pegou a gente de surpresa. Surpresa é tomar um gol com um minuto – desabafa o camisa 1 avaiano.
Dependendo do complemento da oitava rodada do Catarinense, a próxima semana do Avaí pode ser ainda mais dolorosa. Seu maior rival, o Figueirense briga pelo título do turno com a Chapecoense. Ao Avaí, cabe secar o alvinegro e se preparar para o jogo atrasado da quinta rodada, frente ao Guarani, em Palhoça, na quarta-feira, 27. O goleiro Diego sabe que o torcedor ainda espera por uma resposta da equipe.
- Entendo a situação do torcedor. Peço compreensão nessa hora difícil, mas eles podem ficar sabendo que nós jogadores estamos sofrendo muito mais. Isso aqui é a nossa profissão, é o nosso nome, é a nossa carreira que está em jogo, somos nós que estamos sendo desvalorizados, somos nós que estamos sendo postos à dúvida. Então, nós jogadores temos que dar a volta por cima.