sábado, 16 de fevereiro de 2013

Prestativo e persistente, Pablo vira gente grande na defesa do Avaí

Poderiam ser 21 anos e um mero começo no futebol. Mas em campo estava com a maturidade de um rapaz que saiu do Maranhão em busca de espaço na outra ponta do Brasil. Pablo não tremeu na primeira partida como titular do Avaí, logo diante do arquirrival. Pelo contrário, mostrou que a camisa azurra lhe cai bem. O zagueiro foi seguro até onde pode. Mas a atuação diante do Figueirense só não será mais memorável porque o time foi golpeado uma vez, justamente por um colega de função.

Douglas e zagueiro Pablo do Avai (Foto: Luiz Henrique / Figueriense FC)Pablo (ao centro) breca o Figueira: menino com atuação segura (Foto: Luiz Henrique / Figueriense FC)

Não teve bola cruzada na área avaiana que ele não estivesse com os olhos voltados ao balão, zeloso com a meta. E olha que o Figueirense tentou por cima. Hélder, Willian Magrão e Wellington Saci despejavam bolas para que Pablo saltitasse e de cabeça afastasse o perigo que vinha por cima e pra cima do Avaí. Quando não estava sob sua alçada, conferia se o tão jovem Alef o faria. Mirava também o serviço do volante Rodrigo Thiesen, que limpava o que aparecia por baixo.

Porém, não poderia evitar que o que tanto defendeu fosse rompido por uma cabeçada de outro jogador da função, mas com camisa diferente da sua. Correu para evitar, mas Douglas tinha a frente e a bola em sua testa para empurrar também o Avaí para a derrota. Ficaria desolado no campo, procurando ao redor os motivos do duro golpe.

Poderia ser suficiente para que um jovem avaiano baixasse a cabeça e a guarda. Mas Pablo tem de menino apenas a casca. Por dentro é homem de grande responsabilidade e agora guardião da meta azurra.