domingo, 24 de fevereiro de 2013

Julinho acredita ter acertado no 'Fair Play', e treinador do Avaí diz que não

O Metropolitano nem tinha marcado o segundo gol ainda, mas a pressão da torcida do Avaí já era forte sobre os jogadores, na Ressacada. Aos 33 do segundo tempo, o goleiro Dida pedia atendimento médico, caído no gramado. Os jogadores de azul se negavam a parar. Porém, quando a bola veio nos pés de Julinho, na ponta esquerda, ele botou pela linha de lado. Situação que fez com que fosse vaiado pelas arquibancadas, ao tocar a bola ou na saída de campo, após o 2 a 1 do Metrô, na noite deste sábado.

David e Julinho disputam a bola em Avaí 1 x 2 Metropolitano (Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)Julinho, do Avaí, foi vaiado por ter praticado 'Fair Play', na Ressacada (Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)

O jogador tratou de minimizar o fato. Ele defendeu apenas que era a atitude correta para o momento. O técnico Sérgio Soares acredita que Julinho não deveria ter dado a bola ao adversário. Enquanto era vaiado e aplaudia e fazia sinal de positivo para os torcedores, Julinho tentou de dividir o peso que recebia pela derrota.

- O torcedor tem o direito de fazer o que quiser, ele paga ingresso. Eu errei pelo simples fato de ter tentado fazer o certo. Agora, um erro não justifica o outro não. Tomar o gol como a gente tomou. Isso não existe. Não é culpa exclusivamente dos nossos zagueiros, não. Mas um erro não justifica os outros. Eu fiz o certo. Fui tocar a bola para fora que era 'fair play' do goleiro deles. Se for para ser cobrado por causa disso, estou à disposição – disse à Rádio CBN/Diário, de Florianópolis.

O técnico Sérgio Soares, na coletiva de imprensa após o confronto, opinou sobre o caso. Para ele, foi positiva a atitude do volante Eduardo Costa, que chegou a cobrar dos companheiros em campo por terem parado a jogada no campo de ataque. O treinador do Avaí, no entanto, não compactua com o sentimento que o torcedor demonstrou.

- Acho que não precisava tanto, de o Julinho ser vaiado. O Eduardo teve uma atitude que, na minha opinião, é a correta: não era para colocar a bola para fora. O Julinho tinha que acompanhar o raciocínio do Eduardo, ponto. Mas a torcida não precisava vaiá-lo. Nós temos que incentivar. Do jeito que acabou, derruba a ‘baia’. Dentro do jogo, a gente estava jogando numa situação que estava praticamente todo mundo dentro do gol e não conseguimos desenvolver da forma que precisávamos. Aí a vaia vem só para atrapalhar.

O Avaí volta a campo na quarta-feira. Em Palhoça, diante do Guarani faz partida atrasada da quinta rodada do Campeonato Catarinense. O confronto no Renato Silveira está marcado para às 19h30m.