Delfim Pádua Peixoto, presidente da FCF
(Foto: Paulo Evangelista)
Desde a primeira rodada, os clubes catarinenses estão envolvidos com problemas relativos aos seus estádios. O Ministério Público encaminhou, antes de a competição iniciar, uma recomendação para que os jogos fossem realizados sem a presença de torcedores. O TJD-SC conseguiu a liberação das praças esportivas e todos os estádios puderam receber público. Na quinta rodada, porém, a Juíza Cíntia Werlang deferiu, domingo, dia 3, um pedido para a interdição do estádio do Guarani de Palhoça, Renato Silveira e a partida do time de Palhoça contra o Avaí não aconteceu.
Dois dias após a interdição do estádio Renato Silveira, o departamento jurídico do Criciúma pediu o adiamento do jogo entre o clube da casa e, novamente, o Guarani de Palhça, no Heriberto Hülse, que seria realizado nesta quinta-feira. A inteção é de ganhar mais tempo para reformar seu estádio segundo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a pedido do Ministério Público de Santa Catarina.
O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF) Delfim Pádua Peixoto Filho, comentou os dois episódios em entrevista para a rádio CBN/Diário. Segundo Delfim, a partida no Renato Silveira poderia ter sido realizada, mas garantiu que a federação nunca entraria em conflito com uma decisão da justiça.
— Eu acho que aquele jogo poderia ter sido realizado, não haveria problema, como não houve problemas no jogo do Figueirense e também no jogo seguinte. Mas aconteceu e decisão da justiça se respeita, e nós respeitamos — explicou Delfim.
No caso do Criciúma, Delfim considerou a decisão do clube precipitada e criticou a forma como o Criciúma conduziu o caso. O presidente da federação garante que esse tipo de procedimento por parte dos clubes não vai mais acontecer.
— O caso do Criciúma houve uma precipitação do clube. O Criciúma tinha que fazer algumas pequenas melhorias no seu estádio e mandou o prato feito já para a Federação. Por isso eu digo que foi precipitado. Nós aceitamos em respeito ao Ministério Público e ao próprio Criciúma, mas não é assim que se procede. Então, não vai mais acontecer isso com clube nenhum.
Delfim acredita que, após esses percalços no início do Campeonato Catarinense, tudo vai caminhar normalmente depois do Carnaval. Mas, para o ano que vem, ele deixa um alerta para os clubes. Se algum time não cumprir alguma determinação dos órgãos de segurança, não vão jogar em seus estádios.
— A Federação não é responsável pelas melhorias dos estádios. O clube vai ser avisado pelos Bombeiros, pelos engenheiros, pela Vigilância Sanitária e pela Polícia Militar o que precisa ser feito e terão um prazo. Se não cumprirem isso para o ano que vem, eles não vão jogar em seus estádios. Não vai ter mudança de jogo, não se vai empurrar tabela, não vai fazer nada. Simplesmente vamos cumprir aquilo que foi determinado — concluiu o presidente da FCF.