Sérgio Soares se despede do Avaí
(Foto: Alceu Atherino, Divulgação / Avaí FC)
Demitido no domingo, o ex-técnico do Avaí fez questão de se despedir dos jogadores nesta terça-feira e ruma, ainda esta semana, para sua casa em São Paulo. Soares comandou a equipe do Leão em 10 partidas, venceu três, empatou três e sofreu quatro derrotas. Mas, o ex-comandante avaiano enfatizou que saiu do clube pelos resultados ruins obtidos pela equipe. Segundo ele, o ambiente de trabalho foi ótimo durante a sua passagem pela Ressacada. Soares mudaria apenas a forma como trabalhou durante esses dois meses, mas deixou claro que no futebol não existe receita pronta.
- O resultado, essa é a explicação maior. O ambiente de trabalho é bom, diferente de outros lugares que trabalhamos. Os resultados não apareceram. Se fosse para voltar no tempo tentaríamos traçar de uma forma diferente daquilo que fizemos de planejamento na montagem do time. Toda rodada apresentávamos um atleta para poder jogar no final de semana e isso é ruim, e isso faríamos diferente. Mas futebol não tem muita receita e temos que estar preparados para a situação.
Soares afirma que não está frustrado pelo fracasso no Avaí e sim triste porque o trabalho foi interrompido. Desde sua chegada, ele sabia das dificuldades de reestruturar o time, mas deixou claro que sua passagem pelo Leão foi válida por ter conhecido as pessoas com quem trabalhou no decorrer dos dois messes no clube de Florianópolis.
— Frustrado não, porque vamos ter muitas coisas pela frente, dentro da carreira e da vida, mas vou tirar isso como aprendizado. Você reestruturar um time não é simples eu sabia disso, e os resultados não apareceram. Saio triste porque não consegui os resultados imediatos. Mas feliz porque conheci pessoas como o presidente Zunino, o Júlio e os jogadores. O ambiente é muito bom aqui no Avaí e o futebol te proporciona isso.
Sobre propostas para comandar outro time, Sérgio desconversa e fala que existem apenas especulações envolvendo o seu nome. Segundo ele, nenhuma proposta concreta chegou até o técnico.
— Especulação sempre tem quando você está no mercado, mas proposta sempre tem. Minha ideia é chegar em São Paulo e a partir daí vamos ver com meu empresário o que acontece.