Sérgio Soares e Marquinhos valida o desabafo
do capitão (Foto: Alceu Atherino / Avaí FC)
Técnico e capitão parecem estar entrosados nos discursos. Depois de Marquinhos Santos cobrar de seus companheiros mais 'solidariedade' após sofrer o empate na Ressacada contra o Joinville, o comandante do Avaí reforçou a possibilidade de 'matar' o jogo quando o placar ainda era favorável ao time de casa, e concordou com o desabafo do meia. Para Sérgio Soares, pelo menos dois lances poderiam ter sido melhores aproveitados com uma assistência.
- Isso é um fato claro. Teve duas situações que o Marcos se apresentou, e o Rodrigo e o Dinélson tentaram finalizar, mas podiam ter servido o companheiro. São situações que a gente vai ajeitando. Dentro do jogo, deixamos de fazer o gol, de repente por tentar decidir, mas são situações que acontecem durante o jogo e temos que corrigir.
O desabafo depois da partida, por parte do meia avaiano, não foi o primeiro. Mas na ocasião anterior , o time azul e branco se 'salvou' e saiu vitorioso do confronto contra o Juventus, apesar de ter sofrido uma pressão desnecessária no final da partida, segundo Marquinhos. O comandante do Leão, porém, não considera que o time caiu de produção nas duas situações.
- Não coloco como queda de rendimento, porque tivemos chance para matar o jogo. Tivemos chance para fazer três ou quatro.
Sérgio Soares, aliás, não considerou o resultado frente ao Joinville justo. Sem querer tirar o mérito do adversário do Norte de Santa Catarina, o treinador avaiano colocou um dos 'gols' do JEC na conta do ‘descuido’. O técnico ainda afirmou que sua equipe pressionou e teve mais oportunidades que o rival.
— Pelo que nós apresentamos, não (foi justo). Tivemos muito mais chances que o Joinville dentro do jogo. No primeiro tempo, o Joinville passou a trabalhar atrás da linha da bola, e em um lance, que considero mais descuido nosso do que mérito deles, sem querer tirar o mérito do adversário, mas nós descuidamos. No segundo (tempo), ainda pressionamos mais ainda, com mais oportunidade. Se tivesse que ter um vencedor teria que ser nós.