segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Após cancelamento de jogo, Guarani monta defesa em duas frentes

Após mais de duas horas de reunião, os dirigentes do Guarani de Palhoça definiram a estratégia que o departamento jurídico vai assumir. O clube vai trabalhar em duas frentes: a primeira para derrubar a liminar da juíza Cintia Werlang, que proíbe jogos no Renato Silveira; e outra para tentar remarcar a partida cancelada neste domingo, na Justiça Desportiva.

Torcedores aguardaram até o último instante na expectativa de poderem ver Guarani de Palhoça x Avaí (Foto: Cristina Estefano / divulgação Guarani de Palhoça)Torcedores aguardaram até o último instante na expectativa de poderem
ver Guarani de Palhoça x Avaí (Foto: Cristina Estefano / SER Guarani)

Na vara cível, os advogados do Bugre catarinense vão entrar com o pedido para derrubar o decreto da juíza de Palhoça. O investimento nas obras para adequarem o Renato Silveira aos parâmetros de segurança, desde o fim de 2012, foi de R$ 700 mil, segundo o Guarani. Tudo para o estádio, que recebeu duas partidas, do time da casas contra Figueirense e Camboriú, ficasse pronto para o Estadual.

A partir desta terça-feira, o departamento jurídico do clube também deve começar a analisar a súmula entregue à Federação Catarinense de Futebol. Os advogados vão tentar inocentar o Guarani de Palhoça de qualquer responsabilidade no cancelamento da partida e, desta forma, exigir o agendamento de uma nova partida.

Apesar de ter até 10 dias para caçar a liminar expedida pela juíza, o Guarani de Palhoça corre contra o relógio. Quanto mais tempo demorar para poder receber jogos em casa, maior pode ser o prejuízo. O clube estima ter perdido cerca de R$ 150 mil com a não realização da partida neste domingo.

Além dos advogados do Guarani, estavam presentes na reunião o presidente do clube, Amaro Júnior, e os diretores Renan Dal Zotto e Fernando Kleimann. Antes do Campeonato Catarinense começar, todos os estádios foram ‘barrados’ pela Federação Catarinense de Futebol. A entidade seguia recomendação do Ministério Público de Santa Catarina, que alegava que os laudos técnicos não foram entregues dentro do prazo. No entanto, o advogado da Associação dos Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina (SCClubes), Sandro Barreto, que também é diretor jurídico do Avaí, esteve com o presidente do TJD, Mário Cesar Bertoncini, para viabilizar a liberação ao público nas praças esportivas.