Camilo continua otimista, apesar das possíves perdas
(Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)
O clima na Ressacada é de preocupação com a possível saída de Cleber Santana e Renato Santos, mas o otimismo ainda prevalece. Enquanto os dois jogadores estão no Rio de Janeiro fazendo exames no Flamengo, o elenco do Avaí continua a preparação para a partida contra o Guaratinguetá, na busca pela retomada na competição. Camilo, que faz dupla de criação com o Cleber, lamenta a possível saída dos companheiros, e já fala em tom de despedida. O meia disse que o clube ainda não comunicou oficialmente os jogadores sobre as transferências. Mas, apesar da provável saída, confia no elenco para o restante da competição.
Camilo lembra que ao chegar em Florianópolis, ele era visto como a peça que faltava para compor o meio de campo ao lado do camisa 10, Cleber Santana. De fato, com o entrosamento, o Leão começou a produzir mais e passou a ser um dos times da Série B que mais finalizava a gol, isso por causa do bom trabalho de criação dos dois jogadores. O crescimento da equipe só não ocorreu também na tabela, porque as oportunidades de gol eram muito desperdiçadas.
— Quando eu cheguei, diziam que seria um casamento perfeito, eu com o Cleber. De repente pode ter um divórcio, uma separação. Mas o Maria tem que saber que ele tem jogadores de qualidade, que estão voltando de lesão e vamos com tudo. Ele (Cleber Santana) vai fazer muita falta se for mesmo embora, era confiante e passava tranquilidade para a equipe — lembrou Camilo.
A expectativa agora é que, sem Cleber Santana, a responsabilidade sobre Camilo no setor de criação seja maior. O meia espera, entretanto, que possa dar conta do recado e garantiu que, no que depender dele, o Avaí vai brigar até a última rodada pela Série A.
Quando eu cheguei, diziam que seria um casamento perfeito, eu com o Cleber. De repente pode ter um divórcio. "
Camilo
— Eu creio que com a saída do Cleber Sanatana eu tenha uma responsabilidade maior na criação de jogadas. O Avaí vai ter que se impor, chegar mais na frente e fazer gols ara conquistar a torcida. Espero, no que for da minha parte, que eu possa contribuir com o meu melhor, se o Cleber não puder ficar no Avaí — disse o jogador.
Sobre assumir a camisa 10 da Azurra, Camilo preferiu minimizar a situação. O jogador disse que não importa o número das costas, o importante, para ele, é estar em campo para ajudar a equipe na importante missão de voltar à elite do futebol brasileiro.
— Assumir a 10 eu não sei. Depende do Maria. Se trocar só o número, sem problemas. Eu quero é estar em campo e ajudar o Avaí independente de que camisa vestir.
O elenco do Avaí, segundo o meio-campista, continua empenhado no acesso. A saída dos dois jogadres que mais tem se destacado na equipe não chegam a desanimar o grupo. Pelo contrário, aguns chegam a estar mais motivados nos treinamentos, de olho em uma oportunidade na equipe principal do time que, apesar da distância, ainda está de olho no G-4.
Cleber Santana aguarda posição oficial da negociação
(Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)
— A equipe está viva. Se a gente conseguir uma sequência de vitórias, a gente vai lá para cima de novo. Temos que fazer a nossa parte. Precisamos aproveitar os jogos em casa para pontuar e chegar lá na frente.
O Avaí enfrenta o Guaratinguetá na sexta-feira às 19h30min, na Ressacada. O Leão é o nono colocado da Série B do Brasileirão, com 37 pontos, nove a menos do que o quarto colocado, São Caetano. O Guará está na zona de rebaixamento, é o 17º, com 25 pontos.