Para Ricardo Jesus, que já soma cinco atuações com a camisa do Avaí, só falta um pouco de sorte para desencantar e marcar o primeiro gol pelo Leão da Ilha catarinense. O atacante chegou na Ressacada como o jogador de referência na área que faltava ao time. Uma promessa que ainda não balançou as redes adversárias, mas demosntra otimismo.
Ricardo Jesus diz que Cleber Santana pode fazer falta (Foto: Savio Hermano / GLOBOESPORTE.COM)
O jogador avalia as participações pelo Avaí, apenas com uma nota cinco. Ele acredita estar jogando bem, mas falta o principal de um centr-avante: gols. Jesus acredita que deve mesmo ser cobrado pelos torcedores por gols, mas diz que mesmo zerado, fica feliz com a vitória da Azurra.
— O centro-avante é cobrado por gols. A gente sabe disso, mas eu fico feliz se o meu time ganhar. Eu faço o meu melhor, procuro fazer gols, mas fico feliz quando o time ganha. (...) Acho que está faltando um pouquinho de sorte. (...) Minha nota por enquanto é cinco. Vou continuar trabalhando, focado, e na hora que entrar a primeira, se Deus quiser, devem vir vários gol — diz Ricardo Jesus.
O atleta minimizou o aproveitamento ruim do Leão na frente das balizas adversárias. Ele destaca a cobrança do treinador quanto a finalização. Mas, segundo o atacante, o time, que tem um dos maiores números de finalizações da competição e um dos piores números de gols feitos, está melhorando.
— Hemerson Maria comentou que a gente está tomando decisões erradas. A gente está se precipitando na hora de finalizar. Mas estamos no caminho certo. Mas também não podemos tirar os méritos dos outros times que tem defendido muito bem. O goleiro do Joinville fez altas defesas. A gente tem é que continuar focado e trabalhando – lembra.
Se não puder jogar, Cleber Santana vai fazer falta. Ele é um jogador experiente e, todo mundo sabe, está ajudando o Avaí. Mas a gente tem que estar preparado para isso. Ele não é uma máquina"
Ricardo Jesus
O atleta também destaca a importância do companheiro Cleber Santana. Para ele, o meia é líder dentro de campo e peça fundamental na criação do Avaí. O jogador explica que as jogadas costumam passar pelos pés do camisa 10, mas que a equipe, quando necessário, vai precisar superar a falta do jogador.
— Se não puder jogar, Cleber Santana vai fazer falta. Ele é um jogador experiente e, todo mundo sabe, está ajudando o Avaí. Mas a gente tem que estar preparado para isso. Ele não é uma máquina, uma vez ou outra ele vai acabar ficando de fora — afirma.
O centro-avante também explica que não tem preferência entre jogar ao lado de Diogo Acosta ou Felipe Alves. Para ele, são dois jogadores de características diferentes e serão escolhidos de acordo com a preferência do treinador para cada adversário.
— Não tem diferença. São jogadores de características diferentes. O Diogo é mais alto, me ajuda nas jogadas aéreas enquanto o Felipe tem mais velocidade. São estilos diferentes, e, dependendo do jogo, um pode funcionar melhor que o outro.
O Avaí é o nono colocado na Série B do Campeonato Brasileiro, com 37 pontos. O próximo desafio do Leão é na sexta-feira, contra o América-MG, no Estádio da Independência.